Ativistas da Flotilha: Conheça Thiago Ávila e Saif Abukeshek, Detidos por Israel


(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

A missão destinada a fornecer ajuda humanitária à Faixa de Gaza, que deveria ser um esforço pacífico, culminou em um sério incidente diplomático e de direitos humanos. A interceptação de 22 embarcações da Global Sumud Flotilla (GSF) pelas Forças de Ocupação Israelenses (FOI) ocorreu em águas internacionais nas proximidades da ilha grega de Creta, resultando em alegações de tortura, “pirataria moderna” e envolvimento de governos europeus.

Durante a operação, que resultou na captura de 175 civis, houve 40 pessoas hospitalizadas, ativistas libertados com fraturas e a transferência forçada do brasileiro Thiago Ávila e do espanhol-palestino Saif Abukeshek para a Prisão de Shikma, localizada em Askalan, no norte da Gaza. Este local é conhecido por suas condições severas no contexto do conflito atual.

As condições a bordo do navio NAHSHON

Relatos dos ativistas que foram liberados e levados para a Turquia revelam uma situação alarmante. Mandi Coelho (PSTU), estudante brasileira e pré-candidata a deputada federal por São Paulo, descreveu o navio militar israelense como uma “miniatura de um campo de concentração”.

De acordo com Mandi, os civis foram mantidos confinados em três contêineres cercados por arame farpado, enfrentando temperaturas extremas tanto durante o dia quanto à noite. As forças militares utilizaram táticas que incluíram privar os detidos de necessidades básicas. “Fomos impedidos de ter acesso a medicamentos e absorventes”, relatou a ativista, ressaltando que as forças israelenses direcionaram “luzes intensas” aos rostos dos prisioneiros para causar desorientação e privação de sono.

No dia 1º de maio, a GSF divulgou uma nota informando que os voluntários eram forçados a dormir em pisos “deliberadamente inundados”. Quando tentaram resistir pacificamente à separação de Thiago e Saif, a reação militar foi violenta. Ativistas foram “socados, chutados e arrastados pelo convés”, resultando em lesões como costelas e narizes fraturados. A GSF afirmou que até tiros foram disparados durante o tumulto. Mandi compartilhou as agressões que sofreu: “Eles puxaram meu cabelo várias vezes, me chutaram e socaram (…). Torceram meu braço na manobra típica para quebrá-lo”.

A situação crítica de Thiago Ávila

O caso mais grave envolve o ambientalista brasileiro Thiago Ávila e o ativista Saif Abukeshek. Enquanto gritos de Saif ecoavam sob tortura no navio militar, Thiago foi submetido a violência extrema ao ser arrastado para baixo d’água duas vezes até desmaiar, conforme relatado pela GSF com informações dos advogados envolvidos.

Na madrugada no Brasil, Lara, esposa de Thiago, recebeu uma ligação da embaixada brasileira em Tel Aviv que possibilitou uma visita consular. A visita ocorreu sob estritas medidas de segurança através de um vidro sem celulares disponíveis; isso impediu que Thiago ouvisse mensagens gravadas por sua filha Teresa, que tem apenas dois anos.

No encontro com sua advogada durante essa visita consular, Thiago denunciou as torturas sofridas. Segundo informações da GSF, a advogada relatou que ele estava “com o olho esquerdo fechado devido ao inchaço”, incapaz até mesmo de enxergar antes da visita. Além das ameaças físicas diretas aos seus direitos pessoais com promessas de jogá-lo ao mar aberto e ameaças à sua família no Brasil.

Mantido vendado por mais de dois dias e atualmente encarcerado em uma cela sem janelas, Thiago foi interrogado pela agência Shabak (ISA) sob ameaças vinculadas ao Mossad. Ele enfrenta acusações sob a lei dos “combatentes ilegais” desde 2002 e pode ser mantido preso indefinidamente. A organização afirma que ele informou à embaixada que não aceitará deixar a prisão sem que Saif seja solto também. O Comitê Público Contra a Tortura em Israel (PCATI) destaca que o serviço secreto israelense recebe numerosas reclamações anualmente sobre métodos abusivos como privação do sono e exposição a temperaturas extremas.

Quem é Thiago Ávila: Histórico na luta por justiça social

Thiago Ávila é um ativista internacionalista e ambientalista com vasta experiência na defesa do Sul Global. Sua trajetória abrange diversas missões globais voltadas para informar e engajar comunidades contra exploração econômica e destruição ambiental. Como membro ativo da Global Sumud Flotilla, ele coordenou missões humanitárias para quebrar o cerco imposto à Faixa de Gaza.

Pai dedicado de Teresa, seu filho pequeno, é também central na organização das iniciativas humanitárias no Oriente Médio. Ele participou ativamente da Global Sumud Flotilla em várias expedições marítimas destinadas à região afetada pelo conflito.

A recente interceptação no Mar Mediterrâneo reflete um padrão familiar para o ativista; ele já havia sido sequestrado anteriormente pelas forças israelenses durante tentativas similares nos anos anteriores. Após expor os crimes israelenses diante da justiça local em ocasiões passadas, enfrentou represálias severas incluindo confinamento solitário como forma de retaliação.

A responsabilidade grega nas ações hostis

A indignação entre os ativistas se estende pelo continente europeu. A GSF aponta o governo grego como cúmplice das ações israelenses ao não impedir que o cargueiro partisse do Porto Ierapetra com dois ativistas sequestrados mesmo estando atracado em águas gregas. “A polícia grega agora está prendendo nossa tripulação agredida”, denunciou a GSF durante o processo de liberação do restante dos membros do grupo. De Turquia, Mandi Coelho reforçou: “O governo grego facilitou as ações das forças israelenses”.

Em resposta à inércia europeia frente às violações dos direitos humanos cometidas nessas operações militares contrárias ao direito internacional humanitário, as diplomacias sul-americanas se mobilizaram rapidamente. No dia 1º de maio um comunicado conjunto entre Brasil e Espanha condenou veementemente as ações ilegais perpetradas contra seus cidadãos exigindo retorno imediato com segurança.

Guerra narrativa: Israel versus paz global

Diante das denúncias crescentes sobre os direitos humanos envolvidos neste caso específico da flotilha humanitária foram elaboradas estratégias comunicacionais inicialmente promovidas por Israel e pelos Estados Unidos visando desacreditar os esforços dos ativistas envolvidos na missão humanitária. O Ministério das Relações Exteriores israelense divulgou vídeos afirmando ter realizado uma operação pacífica sem vítimas para assegurar um “bloqueio naval legal”. Segundo eles os barcos não transportavam ajuda humanitária mas sim “medicamentos” e “contraceptivos”, diminuindo assim suas atividades como sendo parte apenas uma “flotilha promocional”.

A internação do ativista Saif Abukeshek foi justificada pelo governo israelense alegando sua conexão com uma suposta organização ligada ao Hamas sancionada pelos EUA devido ao seu histórico criminal anterior . Thiago Ávila foi acusado igualmente pela suposta participação nas atividades dessa organização criminosa.

O Departamento de Estado Americano corroborou essa narrativa classificando a frota como um esforço “pró-Hamas” enquanto alertava sobre possíveis consequências legais para aqueles envolvidos nesta ação humanitária global promovendo assim pressão adicional sobre governos aliados para evitar atracação aos navios alegando serem instrumentos destinados à resistência armada.

Continuidade da resistência: novos desafios surgem

A flotilha mantém sua determinação apesar dos desafios enfrentados no Mediterrâneo. O petroleiro Leandro Lanfredi (diretor da FNP), recentemente libertado na Turquia fez uma declaração unindo esforços entre todos os setores sociais destacados na luta pela liberdade palestina pedindo apoio massivo aos portuários italianos além das ações severas exigidas: “Lutamos como trabalhadores da indústria petrolífera para garantir que nada desse petróleo chegue àqueles responsáveis pelo genocídio.”

A partir das águas seguras da Grécia Beatriz Moreira (MAB) reafirmou o caráter pacífico do movimento enquanto exigia garantias ao governo brasileiro quanto à passagem livre dos barcos restantes após as recentes apreensões feitas por Israel . Ariadne Telles confirmou que novas embarcações estão sendo preparadas porque “se acham que vão nos parar estão muito enganados”.

Raio-X: Brasileiros na Global Sumud Flotilla

“Isso é pirataria! É apreensão ilegal…”













<blockquote class=instagram-media data-instgrm-permalink=https://www.instagram.com/p/DX1r72ZMJ-x/?utm_source=ig_embed&utm_campaign=loading data-instgrm-version=14style= background:#FFF;border=0;border-radius=3px;box-shadow=…

Previous post Governo disponibiliza nova plataforma com mais de 90 cursos gratuitos para educadores; descubra como acessar
Next post Reality “Casa do Patrão” choca espectadores ao mostrar participante se aliviando em banheiro com câmeras em locais íntimos
Nome / Perfil Status Atual O que aconteceu &#038 ; Relatos
Thiago Ávila
Ambientalista,membro GSF,e veterano missões Gaza..
PRESO EM GAZA
Prisão Shikma(Askalan)
De acordo com informações fornecidas pela GSF,o ativista está realizando greve fome encontrando-se numa cela sem janelas onde sofre constantes ameaças,tortura sendo até levado desmaiado perante autoridades.Ainda segundo relatório obtido pela organização,o consulado confirmou inchaço ocular onde declarou:”Não deixarei prisão sem levar Saif comigo.”
&#8220 ;Não há outra opção senão sair juntos [com Saif].”
Mandi Coelho
Estudante USP militante PSTU…
LIBERTADA!
Levada Turquia…
Foi levada contêiner cercado arame farpadso navio militar.sofreu privação sono agressões físicas.
Em relato confirma:”Espaço parecia miniatura campo concentração….muito puxaram cabelo”
.