Crescimento da soja no Piauí e Maranhão contrasta com queda no Acre e Amazonas; confira os números
Imagem: Internet
A área de cultivo de soja continua a crescer no Piauí e Maranhão, enquanto Acre e Amazonas experimentaram uma diminuição na extensão plantada para a safra 2025/26. As informações provêm da terceira edição da série “Mapas Agro”, desenvolvida pela Serasa Experian, que utiliza tecnologia de imagens de satélite e geoprocessamento para monitorar as lavouras no Brasil.
Em comparação com a safra anterior, 2024/25, Piauí e Maranhão aumentaram juntos sua área cultivada em cerca de 43 mil hectares. Em contrapartida, Acre e Amazonas tiveram uma redução conjunta aproximada de 4 mil hectares, o que representa uma queda de 12%.
Piauí se destaca na produção de soja
Na safra 2025/26, o estado do Piauí cultivou cerca de 1,1 milhão de hectares de soja, adicionando aproximadamente 32 mil hectares em relação ao ciclo anterior.
O crescimento é ainda mais notável quando analisado ao longo dos últimos seis ciclos agrícolas. Desde 2020/21, a área destinada à soja aumentou em 40,2%, totalizando cerca de 320 mil hectares a mais.
Por município, os maiores aumentos na área plantada foram observados em Santa Filomena, com cerca de 8,6 mil hectares adicionais, e em Currais, que teve um incremento próximo a 8,3 mil hectares.
Maranhão atinge 1,62 milhão de hectares cultivados
No Maranhão, a área dedicada à soja chegou a aproximadamente 1,62 milhão de hectares na safra 2025/26, sendo esta a maior extensão entre os estados avaliados nesta edição do estudo.
Comparando com o ciclo anterior, houve um aumento de cerca de 11 mil hectares. No acumulado das últimas seis safras, a expansão totaliza 51,2%, ou seja, cerca de 550 mil hectares a mais.
“É importante destacar que o Maranhão dobrou sua área cultivada com soja nos últimos seis anos. Isso evidencia novamente o potencial da região MATOPIBA como uma das principais fronteiras agrícolas do Brasil”, afirma Sabrina Muñoz, gerente de inteligência de dados agro da Serasa Experian.
Entre os municípios maranhenses, Mirador apresentou o maior aumento nesta safra atual, com aproximadamente 5,9 mil hectares adicionais.
Maranhão e Piauí somam força no cultivo
Em conjunto, Maranhão e Piauí detêm cerca de 2,72 milhões de hectares dedicados à soja.
Ao incluir os 2,27 milhões de hectares mapeados na Bahia, conforme dados da edição anterior da série, a soma dos três estados ultrapassa os 5 milhões de hectares cultivados.
Essa área representa praticamente toda a produção de soja no Nordeste e reforça a relevância do MATOPIBA — formado por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — na expansão da fronteira agrícola brasileira.
Acre e Amazonas enfrentam queda na produção
Nos estados do Acre e Amazonas, a extensão plantada com soja alcançou aproximadamente 28 mil hectares na safra 2025/26.
Esse resultado indica uma diminuição em torno de 4 mil hectares, correspondente a uma redução de 12%, se comparado ao ciclo anterior. Apesar dessa queda recente, ambos os estados ainda mostram um crescimento significativo quando se observa um período mais longo.
Desde 2020/21, a área cultivada cresceu aproximadamente 20 mil hectares, refletindo uma expansão acumulada impressionante de 232,6%.
Alguns municípios conseguiram aumentar suas áreas destinadas à soja mesmo diante do cenário negativo estadual. Os maiores incrementos foram registrados em:
- Senador Guiomard: +761 hectares;
- Cruzeiro do Sul: +280 hectares;
- Epitaciolândia: strong> +164 hectares.
Crescimento expressivo da área dedicada ao milho primeira safra
O estudo também detectou um aumento na área cultivada com milho primeira safra strong >no Maranhão e no Piauí.
Juntos, esses estados somam 322.842 hectares plantados strong >com milho — sendo 156.599 hectares no Maranhão e 166.243 hectares no Piauí. p >
Quando comparada à safra anterior (2024/25), a área destinada ao milho cresceu cerca de 23% strong >. Municípios como Uruçuí , Baixa Grande do Ribeiro , Balsas e Bom Jesus das Selvas strong > estão ampliando sua participação nessa cultura em virtude da expansão da cadeia produtiva do etanol derivado do milho strong > na região. p >
Mapeamento permite análises socioambientais mais profundas h2 >
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Além disso , o estudo também analisou as áreas dedicadas à produção da oleaginosa localizadas em propriedades rurais que possuem registros relacionados ao desmatamento , conforme indicado pelo PRODES , projeto do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) voltado ao monitoramento da perda vegetal por meio do corte raso . span > p >
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Informações fornecidas pela Serasa Experian indicam que esses dados são relevantes para avaliar critérios socioambientais descritos no Manual de Crédito Rural (MCR). p >
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No estado do Maranhão , cerca de 272 mil hectares, o equivalente a 16 ,7% da área total cultivada , encontram-se situados em propriedades com registros desse tipo . No Piauí , esse número é próximo a 93 mil hectares , ou seja , 8 ,5% . p >
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Acre e Amazonas juntos apresentaram aproximadamente 699 hectáres, o que corresponde a apenas 2 ,5% da área total ocupada pela cultura . p >
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Entretanto , é fundamental ressaltar que essa presença não implica necessariamente que houve irregularidade na supressão vegetal . Conforme os critérios mencionados anteriormente neste estudo , pode ser necessário apresentar documentação que prove que o corte foi realizado dentro dos parâmetros legais estabelecidos . p >
Cultivo também presente em assentamentos rurais h2 >
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O levantamento revelou áreas onde há cultivo da oleaginosa dentro dos assentamentos rurais . span > p >
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No Maranhão , essas áreas somam próximas a 90 mil hectáres ; já no Piauí são cerca de 452 hectáres ; enquanto Acre e Amazonas têm juntos aproximadamente 230 hectáres . span > p >
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Esses dados permitem ampliar as análises territoriais relacionadas à produção agrícola , possibilitando entender não apenas onde as lavouras estão crescendo mas também como elas se relacionam com diferentes características fundiárias e socioambientais . span > p >
Metodologia aplicada no mapeamento h2 >
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A série < strong > ; “Mapas Agro” </ strong > ; desenvolvida pela Serasa Experian utiliza imagens obtidas via satélite juntamente com técnicas modernas para identificar e categorizar áreas onde há cultivo tanto da soja quanto do milho. p >
