Taxa de desemprego no Brasil é de 5,4% no trimestre até janeiro, revela pesquisa do IBGE

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,4% no trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026, mantendo estabilidade em relação ao período anterior, que registrou o mesmo percentual. Este resultado representa o menor nível da série comparável iniciada em 2012. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, houve uma redução de 1,1 ponto percentual.

Os dados são provenientes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No trimestre encerrado em janeiro de 2026, cerca de 5,9 milhões de pessoas estavam desocupadas no país, o menor número desde que a série histórica começou. Em relação ao ano passado, houve uma queda de 17,1% nesse contingente.

A população ocupada atingiu o maior número da série comparável, alcançando 102,7 milhões de pessoas. O nível de ocupação permaneceu estável e apresentou um aumento de 1,7% em relação ao ano anterior, com mais 1,7 milhão de trabalhadores. O indicador de ocupação manteve-se em 58,7%, com um ligeiro aumento em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

Subutilização da força de trabalho

A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 13,8% entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, permanecendo estável na comparação trimestral. Esse indicador considera pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e aquelas que fazem parte da força de trabalho potencial em relação à força de trabalho ampliada. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve uma redução de 1,8 ponto percentual.

Desalento

O total de pessoas desalentadas foi de 2,7 milhões no trimestre encerrado em janeiro de 2026, permanecendo estável em relação ao trimestre anterior. Houve uma queda de 15,2% em comparação ao ano anterior, representando 476 mil pessoas a menos nessa condição. O percentual de desalentados ficou em 2,4%, com uma redução de 0,4 ponto percentual em relação ao ano anterior.

O grupo de desalentados é composto por pessoas com 14 anos ou mais que desejam trabalhar e estão disponíveis para isso, mas desistiram de procurar emprego por acreditarem que não conseguiriam uma vaga, por considerarem-se muito jovens ou idosas, ou pela falta de oportunidades em suas localidades.

Força de trabalho

No trimestre encerrado em janeiro de 2026, a força de trabalho totalizou 108,5 milhões de pessoas, mantendo-se estável em relação ao trimestre anterior e com um aumento de 0,4% em comparação ao mesmo período do ano anterior, representando 472 mil pessoas a mais.

Rendimento

O rendimento real habitual de todos os trabalhos atingiu R$ 3.652 no trimestre encerrado em janeiro de 2026, representando um aumento de 2,8% em relação ao trimestre anterior e 5,4% em comparação ao ano anterior, sendo o maior da série histórica.

A massa de rendimento real habitual também alcançou um recorde de R$ 370,3 bilhões, com crescimento de 2,9% no trimestre e 7,3% no ano. A coordenadora da PNAD Contínua, Adriana Beringuy, atribui esse crescimento ao aumento do número de pessoas ocupadas e aos ganhos médios mais elevados, tanto para trabalhadores com carteira assinada quanto para os informais.

De acordo com Beringuy, os resultados indicam estabilidade nos indicadores de ocupação, apesar da sazonalidade relacionada ao mês de janeiro. Ela destaca que os resultados positivos nos meses de novembro e dezembro contribuíram para compensar essa redução sazonal.

Por fim, a PNAD Contínua é a principal pesquisa sobre a força de trabalho no país, abrangendo cerca de 211 mil domicílios em aproximadamente 3.500 municípios, com a participação de cerca de dois mil entrevistadores em mais de 500 agências do instituto em todo o Brasil.

*Com informações de IBGE

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