Atividades de saúde e bem-estar são oferecidas gratuitamente para residentes da Zona Oeste

Os residentes de Santa Cruz e de áreas da Zona Oeste do Rio de Janeiro têm a oportunidade de participar gratuitamente de programas de atividade física supervisionada e receber atendimento fisioterapêutico, através de iniciativas promovidas pelo Centro Universitário CBM-UniCBE com apoio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

Esses projetos são realizados no Laboratório de Desenvolvimento Humano da instituição e combinam ensino, pesquisa e extensão. Além de oferecer atendimento multiprofissional à população, essas iniciativas também proporcionam formação prática para alunos dos diversos cursos da área da saúde.

Um dos projetos destacados, intitulado “Implementação das Orientações do Guia de Atividade Física para a População Brasileira: Prescrição Intra e Extramuros”, abrange uma variedade de atividades como treinamento de força, exercícios cardiovasculares, aulas de dança, além do uso de esteiras e bicicletas ergométricas, complementadas por acompanhamento nutricional. As atividades começaram em maio de 2026 e ocorrem na academia-escola vinculada ao curso de Educação Física.

Atualmente, cinco moradores estão envolvidos no programa, que se reúne duas vezes por semana. A assistência é prestada por uma equipe multidisciplinar composta por professores e estudantes das áreas de Educação Física, Fisioterapia, Nutrição, Enfermagem, Biomedicina, Psicologia, Pedagogia e Direito.

Fortalecimento acadêmico

Além dos benefícios sociais que promove, a ação na Zona Oeste também contribui para a formação acadêmica de mais de 100 alunos dos cursos de bacharelado e licenciatura em Educação Física. Esses estudantes participam ativamente das atividades através de estágios supervisionados e projetos práticos.

A professora Fabiele Caramez, coordenadora do curso de Educação Física da UniCBE, ressalta que o projeto tem como objetivo facilitar o acesso seguro à prática esportiva para a população.

“Queremos democratizar o acesso à atividade física especialmente para famílias com baixa renda. Nosso propósito é mostrar que é viável integrar exercícios físicos à rotina diária com segurança, promovendo saúde e qualidade de vida. Buscamos ainda estreitar os laços entre a universidade e a comunidade, transformando conhecimento científico em benefício direto para as pessoas”, explica.

Clínica-Escola oferece cerca de 200 atendimentos por mês

Outro componente deste projeto é a Clínica-Escola de Fisioterapia, que faz parte do Laboratório de Desenvolvimento Humano. Este espaço disponibiliza atendimento fisioterapêutico gratuito para a comunidade externa e trabalha em sinergia com o programa voltado à atividade física.

Os pacientes recebem uma avaliação cinético-funcional inicial e um plano terapêutico personalizado, sendo acompanhados por estudantes do curso de Fisioterapia sob a supervisão dos professores.

No primeiro semestre de 2026, cerca de 30 pacientes foram atendidos na clínica, resultando em uma média mensal aproximada de 200 atendimentos na Zona Oeste.

O professor Wellington Andrade, coordenador do curso de Fisioterapia, afirma que essa iniciativa evidencia como investimentos em pesquisa podem trazer benefícios tangíveis para a sociedade.

“O apoio da Faperj possibilitou criar um ambiente que une ensino, pesquisa e extensão ao mesmo tempo em que amplia o acesso da população a serviços fisioterapêuticos qualificados. Paralelamente à assistência gratuita oferecida aos pacientes, proporcionamos aos alunos uma formação prática fundamentada em evidências científicas que atende às necessidades da comunidade”, conclui.

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