Estudo revela que falta de sono atinge 1 em cada 5 brasileiros, aumentando o risco de doenças crônicas

Pela primeira vez, uma pesquisa do Ministério da Saúde divulgou dados nacionais sobre o sono da população adulta. De acordo com o estudo, 20,2% dos brasileiros dormem menos de seis horas por noite e 31,7% apresentam sintomas de insônia, sendo mais prevalente entre mulheres. Esses resultados reforçam a importância de implementar políticas de promoção da saúde, como a nova estratégia Viva Mais Brasil.

O levantamento, publicado no Vigitel 2025, oferece um panorama dos fatores de risco e proteção para doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), englobando hábitos alimentares e prática de atividades físicas. No período de 2006 a 2024, houve um aumento de 135% no número de adultos com diabetes, passando de 5,5% para 12,9%. Além disso, houve aumento nos casos de hipertensão (31%), obesidade (118%) e excesso de peso (47%).

O Vigitel, que significa Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, é uma pesquisa anual realizada pelo ministério.

Em resposta a esses números preocupantes, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou a estratégia Viva Mais Brasil no Rio de Janeiro. Essa iniciativa prevê um investimento de R$ 340 milhões em políticas de promoção da saúde e prevenção de DCNT. O programa inclui a revitalização da Academia da Saúde, com um aporte de R$ 40 milhões em 2026, e aumento do financiamento dos serviços, podendo chegar a R$ 10 mil por unidade, dependendo da modalidade e quantidade de profissionais. Atualmente, o Brasil possui 1.775 academias de saúde, com previsão de credenciar mais 300 até o final do ano.

Essa nova iniciativa visa fortalecer as ações já existentes no SUS, voltadas para a promoção da alimentação saudável, prática de atividades físicas, cuidado integral e acesso a informações confiáveis. O Viva Mais Brasil propõe 10 compromissos, incluindo incentivo à vida ativa, alimentação saudável, redução do consumo de tabaco e álcool, promoção da saúde nas escolas, vacinação, empoderamento da população, uso da tecnologia em saúde, cultura de paz e adoção de práticas integrativas.

Os dados do Vigitel também indicam mudanças nos hábitos de atividade física, com uma redução na prática de exercícios no deslocamento de 17% em 2009 para 11,3% em 2024, enquanto os exercícios moderados no tempo livre aumentaram para 42,3%. O consumo regular de frutas e hortaliças se manteve estável, em torno de 31% da população.

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