Rio de Janeiro firma pacto com Petrobras e Naturgy para baixar em 6,5% o custo do GNV
[Foto: Ilustrativa / Google AI]
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- Benefício para motoristas: A expectativa é que a redução de 6,5% no preço do GNV impacte positivamente aproximadamente 1,5 milhão de motoristas de aplicativos, taxistas, frotistas e a população em geral no estado.
- Descontos ampliados: Além do setor automotivo, a iniciativa prevê uma diminuição de 6% no preço do gás destinado às indústrias e uma redução de 2,5% nos valores do gás de cozinha para consumidores residenciais.
- Apoio à economia: Essa medida tem como objetivo revitalizar o mercado fluminense de GNV, que sofreu uma queda de cerca de 30% no consumo devido ao aumento anterior dos preços.
O Governo do Estado do Rio de Janeiro estabeleceu um acordo com a Petrobras e a Naturgy, empresa responsável pela distribuição de gás, visando uma diminuição aproximada de 6,5% no preço do Gás Natural Veicular (GNV) nas bombas. Os descontos abrangem não apenas o setor automotivo, mas também se aplicam ao gás fornecido às indústrias e ao gás de cozinha utilizado pelos lares.
A implementação da medida foi realizada através de um termo aditivo ao contrato existente para a compra e venda de gás natural, com a mediação da Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar (Seenemar). O aditivo foi aprovado pela Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa) na última quinta-feira (14), e todos os detalhes devem ser publicados no Diário Oficial do Estado na próxima semana.
Um parecer favorável da Seenemar ressalta que os novos valores acordados vão além das questões comerciais e regulatórias, apresentando um potencial efeito como política pública energética.
A secretaria aponta que esse movimento representa um avanço crucial para criar condições comerciais mais justas e sustentáveis, capazes de revigorar o mercado estadual e proporcionar melhor qualidade de vida à população fluminense.
Validação das novas tarifas
Apesar das previsões anunciadas, o percentual exato da redução nos preços ainda será submetido a cálculos técnicos. A Naturgy aplicará uma fórmula levando em conta diversas variáveis operacionais e apresentará os resultados à Agenersa.
A agência reguladora será responsável por auditar e validar as informações fornecidas. O governo do estado enfatiza que as novas tarifas só serão implementadas oficialmente após essa validação técnica por parte do órgão regulador.
Com o cálculo finalizado, espera-se que o gás natural destinado à indústria tenha uma queda de 6%, enquanto os consumidores residenciais verão uma redução de 2,5% na taxa cobrada pelo gás de cozinha. No entanto, o impacto mais significativo será sentido na mobilidade urbana, aliviando os gastos para cerca de 1,5 milhão de motoristas que utilizam veículos movidos a gás.
A restauração da competitividade desse insumo visa reverter uma perda estimada em cerca de 30% no consumo total do GNV no Rio de Janeiro, resultado da concorrência com combustíveis alternativos e do aumento nos custos operacionais.
Produção fluminense em destaque durante crise internacional
A redução dos preços no Rio acontece em meio a uma severa instabilidade no mercado global energético. A alta nos preços internacionais dos derivados do petróleo foi provocada por conflitos na região iraniana, onde se encontram países produtores que dependem do Estreito de Ormuz. Este canal marítimo era responsável por transportar 20% da produção global de petróleo e gás natural antes dos conflitos começarem.
Em resposta aos ataques dos EUA e Israel, o Irã impôs bloqueios logísticos em Ormuz, resultando em falta dos produtos e elevando os preços internacionais do petróleo em mais de 40% em questão de semanas. Esse aumento também afetou países exportadores como o Brasil, que sentiu diretamente os reflexos nas tarifas do óleo diesel.
Apesar dessa pressão externa significativa, o gás veicular brasileiro se manteve relativamente imune às oscilações dos preços dos combustíveis. Conforme dados divulgados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) na última terça-feira (12), enquanto a gasolina teve um aumento inflacionário em abril de 1,86%, o GNV teve uma diminuição nos preços na ordem de 1,24%. O analista Fernando Gonçalves explicou que essa resistência se deve ao fato do GNV depender menos das importações.
A proteção do mercado fluminense é corroborada pelos dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que indicam que em 2025 o Rio representou 76,90% da produção total nacional de gás natural. Essa disponibilidade robusta nas bacias produtivas aliada à infraestrutura existente e incentivos fiscais regionais consolidam o estado como o principal consumidor desse combustível no Brasil.
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Produção Nacional de Gás Natural
Dados consolidados da ANP referentes a2025
76.90%
23.10%
Foco da Petrobras na oferta industrial
A ampliação da oferta de gás natural no Brasil é uma prioridade defendida pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard desde sua posse em junho deste ano. Na última terça-feira (12), durante apresentação dos resultados trimestrais para a imprensa, ela destacou os avanços nos volumes disponibilizados pela estatal.
Segundo Chambriard, antes mesmo da sua gestão a empresa disponibilizava aproximadamente29 milhões demetros cúbicos ($m^3$) diariamente ao mercado. Atualmente esse volume varia entre50 milhões e52 milhões demetros cúbicos por dia. A presidente enfatizou que aumentar continuamente os estoques disponíveis é fundamental para pressionar a baixa nos preços finais.
“O investimento para produzir mais é o caminho para reduzir o preço do gás porque ainda não revogaram as leis da oferta e procura”, afirmou ela.
A estratégia voltada à disponibilização maior do gás natural acessível também gerou efeitos positivos na cadeia produtiva agrícola nacional. A Petrobras confirmou que essa diminuição nos custos possibilitou diretamente a reabertura da fábrica estatalde fertilizantes nitrogenados localizada em Camaçari na Bahia.O gás natural é crucial como matéria-prima para produção da ureia,fertilizante amplamente utilizado na agricultura mundial.
No momento,a companhia opera três instalações para fertilizantes localizadas nos estados Sergipe,Bahia,e Paraná.Com estas instalações funcionando juntas,a Petrobras projeta atender até20%da demanda nacional pelo produto.
O plano inclui ainda finalizar as obras na Unidade De Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), situada em Três Lagoas,Mato Grosso Do Sul,predito para começar operações comerciais até2029.A entrada dessa nova unidade poderá elevar a participação da estatalno mercado nacionalde ureia para35%, diminuindo assim a dependência brasileiraque importa cerca80%dos fertilizantes utilizados nas lavouras nacionais sendo um dos maiores consumidores globais deste insumo.
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Resumo sobre Novo Acordo Tarifário no RJ
Impacto econômico pós negociação com Petrobras & Naturgy
-Gás Veicular(GNV)
-Setor Industrial-
-Gás Cozinha-
