Indústria registra crescimento de 1,2% em fevereiro, impulsionando a economia, aponta Banco Central
[Foto: Richard Souza / GE]
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No Brasil, a economia iniciou o mês de fevereiro mostrando sinais de crescimento. Em um relatório apresentado nesta quinta-feira (16/04) pelo Banco Central (BC), o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) registrou um aumento de 0,6% em comparação ao mês anterior. Este resultado foi obtido a partir de dados dessazonalizados, ou seja, ajustados para as flutuações típicas do período.
Diversos setores contribuíram para esse crescimento, com destaque especial para a indústria, que apresentou a maior elevação entre todos os segmentos, com um avanço de 1,2%. O setor de serviços também teve um desempenho positivo, crescendo 0,3%, enquanto a agropecuária registrou uma alta de 0,2%.
Entretanto, ao considerar o desempenho em relação ao mesmo mês do ano passado, a situação muda. Quando comparado a fevereiro de 2025 (sem ajuste sazonal), houve uma queda de 0,3% no indicador. Apesar disso, a análise em um período mais extenso apresenta um quadro otimista: nos últimos 12 meses até fevereiro deste ano, o IBC-Br acumulou um crescimento de 1,9%.
O termômetro da economia e a decisão dos Juros
O IBC-Br atua como um indicativo abrangente do desempenho econômico nacional. Sua fórmula leva em conta o volume de impostos e as atividades em áreas essenciais como indústria, comércio, serviços e agropecuária.
Este índice é mais do que apenas uma representação financeira; ele serve como uma ferramenta fundamental para o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central na definição da Taxa Selic. Atualmente fixada em 14,75% ao ano, a Selic é o principal mecanismo utilizado pela instituição para atingir as metas inflacionárias do país.
IBC-Br x PIB: Entenda as diferenças
Embora o IBC-Br seja frequentemente observado pelos analistas financeiros, sua metodologia difere daquela empregada no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB). O PIB é considerado o indicador oficial da economia brasileira e é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), englobando toda a produção de bens e serviços finais no país.
Para evitar mal-entendidos sobre seu papel, o Banco Central ressalta que seu índice “ajuda na formulação da estratégia da política monetária”, mas enfatiza que “não é exatamente uma previsão do PIB”.
Os dados recentes do PIB mostram um panorama positivo. Em 2025, o Brasil alcançou um crescimento de 2,3%, marcando assim o quinto ano consecutivo de expansão econômica. Todos os setores apresentaram crescimento nesse período, com a agropecuária destacando-se como o principal motor desse aumento.
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*Com informações de BC
