Abril marca redução histórica de quase 24% nos feminicídios no Brasil, revela governo federal
[Foto: Ilustrativa]
- Dados do MJSP: No bimestre de abril e maio de 2026, o Brasil registrou 232 casos de feminicídio, uma diminuição em relação aos 262 ocorridos no mesmo período em 2025.
- Diminuição em abril: O mês de abril apresentou uma queda de 23,94%, com o número de vítimas fatais caindo de 142 para 108.
Um estudo realizado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) indicou que houve uma diminuição de 11,45% nos casos de feminicídio no país durante os meses de abril e maio de 2026. Comparando com o ano anterior, o número total de vítimas caiu de 262 para 232, resultando na proteção de 30 mulheres que foram poupadas da violência letal motivada por gênero.
Quando analisado apenas o mês de abril, a redução nos registros foi ainda mais significativa. Neste mês, as ocorrências diminuíram em 23,94%, com as vítimas passando de 142 em 2025 para 108 em 2026. Em contrapartida, o mês de maio contabilizou um total de 124 feminicídios, ligeiramente superior aos 120 casos reportados no ano passado.
Esse resultado positivo está alinhado ao início do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, implementado pelo Governo Federal em fevereiro deste ano. Além disso, reflete a intensificação das ações preventivas e repressivas à violência de gênero promovidas pelo MJSP.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, destacou que esses dados demonstram a eficácia da colaboração entre as várias instituições empenhadas na proteção e acolhimento das mulheres.
“Cada caso de feminicídio representa uma perda irreparável para as famílias e para toda a sociedade brasileira. Portanto, combater a violência contra a mulher é uma prioridade constante do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A redução observada nesse período é um indicativo claro que quando unimos esforços entre União, estados e municípios focando na proteção das mulheres, resultados concretos podem ser alcançados”, afirmou o ministro.
Operação Mulher Segura reforça combate à violência
Uma das principais iniciativas no enfrentamento da criminalidade relacionada ao gênero é a segunda edição da Operação Mulher Segura. Esta ação é coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) em colaboração com o Ministério das Mulheres, Polícia Rodoviária Federal (PRF), além das polícias civis e militares, secretarias estaduais de segurança e guardas municipais.
Lançada em 1º de junho, essa fase da operação está programada para se estender até dezembro de 2026. Nos primeiros quinze dias desde seu início, os resultados foram notáveis:
- 630 detenções relacionadas à violência contra a mulher;
- 218 atividades educativas realizadas presencialmente;
- 95 campanhas educativas divulgadas nas redes sociais;
- 12.452 pessoas impactadas por atividades presenciais de prevenção;
- Mais de duas mil mulheres receberam acolhimento através das redes voltadas para proteção.
Essa etapa dá continuidade à primeira edição da Operação Mulher Segura, realizada entre fevereiro e março de 2026, quando mais de seis mil agressores foram capturados no Brasil. Esses dados servem como fundamento para o modelo atual integrado.
Chico Lucas, secretário nacional de Segurança Pública, enfatizou que enfrentar a violência contra as mulheres exige um esforço contínuo e abrangente por todo o país.
“A queda observada nos meses de abril e maio é um sinal encorajador do nosso progresso; contudo, os desafios persistem. O feminicídio é a forma mais extrema da violência que deve ser interrompida antes que aconteça uma tragédia. Por isso estamos intensificando a colaboração entre as forças policiais, ampliando ações preventivas e fortalecendo a proteção às mulheres vulneráveis. Salvar vidas requer presença estatal efetiva e ação coordenada”, declarou o secretário.
Colaboração nacional e governança
O Pacto Brasil Contra o Feminicídio funciona como um mecanismo integrador dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário com foco na prevenção da violência e apoio às vítimas. A iniciativa visa fortalecer as estruturas institucionais para reduzir os índices criminosos relacionados ao gênero.
De acordo com Chico Lucas, os avanços obtidos nos meses analisados evidenciam a importância da continuidade dos esforços integrados para garantir que essa tendência positiva se mantenha ao longo do ano inteiro.
EM CASO DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER, LIGUE GRATUITAMENTE 180, DISPONÍVEL 24 HORAS.
*Informações extraídas do MJSP
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