Batata se torna vilã com alta de quase 60%, enquanto banana e alface têm queda nos preços

[Foto: Richard Souza / AN]

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  • Queda nos preços: Em maio, os preços da banana e da alface sofreram uma redução nas vendas de atacado, com quedas de 4,89% e 1,94%, respectivamente, favorecidas pela boa produção e clima favorável.
  • Aumento nos tubérculos: A batata se destacou negativamente no mês, com um aumento expressivo de 57,95% devido à entressafra. O tomate e a cebola também contribuíram para o aumento dos custos.
  • Crescimento nas exportações: O Brasil gerou US$ 663,4 milhões com a exportação de frutas e hortaliças até maio de 2026, marcando um crescimento superior a 14% em comparação ao ano anterior.

Os consumidores em busca de ofertas encontraram um panorama diversificado nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) no Brasil durante maio. Enquanto itens populares como banana e alface apresentaram redução nos preços, a batata e o tomate viram seus valores aumentarem significativamente.

As informações foram apresentadas nesta terça-feira (23/06) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na sexta edição do Boletim Hortigranjeiro, parte do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort). O relatório analisa mensalmente a comercialização de diversas frutas e hortaliças, totalizando mais de mil produtos que impactam o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Frutas: Banana e maçã lideram quedas

A banana emergiu como um dos principais destaques positivos do mês. Beneficiada por ótimas condições produtivas, especialmente na variedade nanica, houve um aumento na oferta e qualidade da fruta, resultando em uma queda média ponderada nacional de 4,89%. Na Ceasa de Campinas (SP), essa redução foi ainda mais acentuada, atingindo uma diminuição de 13,27%. Entretanto, Fortaleza (CE) viu um leve aumento de preços em torno de 6% devido à forte demanda.

A maçã também seguiu a tendência de baixa pelo segundo mês consecutivo. O fechamento do mês registrou uma diminuição média de 5,53% nas centrais monitoradas. A região Centro-Sul foi fundamental para essa queda, com o Rio de Janeiro apresentando a maior redução (-12,65%).

Melancia e laranja apresentam cenários distintos Apesar da melancia ter se tornado mais acessível em cerca de 70% das Ceasas analisadas — com uma queda significativa de até 17% em Recife (PE) e Fortaleza (CE) — a média nacional subiu em torno de 3,37%. Essa discrepância se deveu ao aumento das vendas das minimelancias no Rio de Janeiro, que elevaram os preços na praça carioca em impressionantes 72%. No Sul e Sudeste, as temperaturas baixas reduziram o consumo desse produto tradicional.

Quanto à laranja, houve uma ligeira alta nacional de apenas 1,42%, impulsionada por estoques adequados e menor demanda externa. No entanto, as cotações caíram quase 11% em São Paulo e aproximadamente 10% em São José (SC), sendo que a oferta deverá aumentar brevemente com novos produtos vindo dos estados paulistas da Bahia e Sergipe.

Já o mamão foi a fruta que registrou maior inflação durante este período (+7,49%), principalmente devido ao aumento significativo dos preços em Fortaleza (+67,42%) e Vitória (+51,11%), reflexo da diminuição da oferta da variedade formosa proveniente do sul da Bahia e norte do Espírito Santo.

Hortaliças: Baixas nos preços das folhas frente aos altos custos dos tubérculos

As temperaturas frias típicas desta época do ano impactaram diretamente o setor hortifrutigranjeiro. A alface apresentou uma redução média nos preços de 1,94%, mesmo com uma oferta inferior em cerca de 10,8% comparado ao mês anterior. A queda na demanda forçou os valores para baixo nas Ceasas locais — alguns estados registraram diminuições superiores a 25%, como Belo Horizonte (MG), Vitória (ES) e Rio de Janeiro (RJ).

Após dois meses consecutivos em alta, a cenoura estabilizou seus preços com uma leve queda de apenas -0,63%. A intensificação da safra invernal em Minas Gerais ajudou a aumentar a oferta do produto no mercado local.

Os vilões continuam sendo Batata, Tomate e Cebola A batata dominou as altas durante maio com um crescimento impressionante médio nacional de +57,95%. Isso se deve ao fim da “safra das águas” e à lenta transição para a safra invernal. Em Minas Gerais — o principal produtor do país — os preços saltaram alarmantes +84,44%, enquanto Santa Catarina foi o único estado a registrar uma leve queda (-1,66%).

O tomate acompanhou essa trajetória negativa com um aumento médio nacional de +19,85%. As temperaturas frias atrasaram o amadurecimento dos frutos permitindo que os produtores controlassem melhor as colheitas. Por sua vez, a cebola acumulou seu terceiro mês consecutivo com alta (+12,53%), consequência da diminuição nos envios originários de Santa Catarina.

Exportações crescem apesar dos desafios climáticos

Em meio aos desafios enfrentados internamente pelo setor agrícola brasileiro, as exportações se destacaram positivamente. Até maio deste ano houve um crescimento significativo nas vendas externas no valor total das frutas e hortaliças que subiram +14% comparado ao mesmo período do ano passado. Foram exportadas cerca de 555 mil toneladas desses produtos gerando um faturamento total próximo a US$663 milhões. As principais commodities nesse segmento foram maçã, abacate e pêssego.

No boletim da Conab também foi destacado um alerta sobre os efeitos das mudanças climáticas assim como o fenômeno “El Niño” sobre o abastecimento agrícola. O documento discute como esses fatores influenciam as cadeias produtivas agrícolas além de oferecer recomendações estratégicas para mitigar os impactos adversos regionais.

Entenda o Mercado: Tira-dúvidas do Boletim Conab

Por que os preços da batata subiram tanto em maio?

Essa alta expressiva ocorreu devido à interrupção na produção entre o fim da “safra das águas” e o início lento da “safra invernal”, resultando numa drástica escassez do tubérculo no mercado.

O que motivou as quedas nos preços da alface e banana?

A alface teve seus valores reduzidos principalmente pela chegada das baixas temperaturas que diminuem seu consumo geral. Em contrapartida,a banana se beneficiou das condições climáticas favoráveis à sua produção aumentando tanto oferta quanto qualidade nos atacados.

Por que houve aumento no preço do tomate apesar da diminuição na demanda?

As temperaturas baixas provocaram atrasos na maturação dos tomates.Devido à desaceleração na colheita,num momento onde produtores lograram controlar melhor suas ofertas,resultando num aumento percentual (+19,85%)de preço。

Como estão as exportações deste setor em vinte-e-seis?

Até maio deste ano,o Brasil enviou mais cinco cinquenta-e-cinco mil toneladas ao exterior,totalizando receitas superiores a US$663 milhões,crescendo másde quatorze por cento frente ao mesmo período do ano anterior。

*Com informações da Conab

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