Anvisa estabelece teto de preço para caneta emagrecedora brasileira, equiparando-a ao Ozempic

A EMS avançou com a primeira caneta de semaglutida fabricada no Brasil, que está próxima de ser lançada no mercado. A Anvisa estabeleceu o preço máximo para o Ozivy, considerado o primeiro concorrente nacional dos bem conhecidos Ozempic e Wegovy.

O preço teto definido para a versão de 1,5 ml é de R$ 1.077,79, isento de impostos. Esse valor corresponde exatamente ao que já é aplicado aos medicamentos de referência que utilizam a semaglutida, um composto amplamente utilizado no tratamento do diabetes tipo 2 e reconhecido pelos efeitos positivos na redução de peso.

A definição do preço é uma etapa essencial para a comercialização do medicamento em território nacional. A partir deste ponto, a indústria aguarda a divulgação do preço final ao consumidor e o início da distribuição nas farmácias.

Preço varia conforme o estado

Embora a Anvisa tenha estipulado um teto nacionalmente, o valor que os consumidores pagarão pode variar conforme a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que difere entre os estados brasileiros.

Isso significa que o preço do Ozivy poderá ser distinto em cada unidade da federação onde for vendido. O limite estabelecido pela Anvisa e pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) atua como referência máxima, impedindo que o produto seja comercializado por um valor superior.

A fixação do preço foi feita pela Cmed, responsável pela regulação dos preços dos medicamentos no Brasil. O Ozivy foi classificado na categoria 4, destinada a novas formas de apresentação de medicamentos já existentes no mercado.

Por compartilhar o mesmo princípio ativo que os concorrentes Ozempic e Wegovy, o medicamento brasileiro teve autorização para adotar o mesmo teto de preços definido para esses produtos.

Aposta nacional na semaglutida

O Ozivy utiliza semaglutida, uma substância que ganhou destaque global nos últimos anos. O lançamento do medicamento ocorre após o término da exclusividade comercial do Ozempic no Brasil, que se encerrou em março deste ano.

Em 2023, a EMS protocolou junto à Anvisa o pedido de registro do produto. Após uma análise técnica minuciosa sobre eficácia, segurança e qualidade, a autorização foi concedida recentemente.

Essa aprovação marca um feito significativo para a indústria farmacêutica brasileira, pois o Ozivy se torna uma das primeiras opções produzidas localmente em um mercado que movimenta bilhões e apresenta uma demanda crescente.

Indicação médica e modo de uso

O medicamento foi liberado para tratar adultos com diabetes mellitus tipo 2. Conforme as diretrizes da Anvisa, ele deve ser utilizado em conjunto com uma alimentação equilibrada, exercícios físicos regulares e outros medicamentos prescritos para controlar a doença.

Semelhante aos seus concorrentes, o Ozivy será disponibilizado em canetas com aplicação semanal, proporcionando conveniência aos pacientes que precisam de tratamento contínuo.

Diferença em relação ao Ozempic

Apesar das semelhanças no princípio ativo e na forma de uso, há uma distinção significativa entre o Ozivy e o Ozempic.

Enquanto o medicamento da Novo Nordisk pode ficar fora da geladeira por um determinado período após seu início de uso, a versão da EMS deve ser mantida refrigerada durante todo o tratamento.

Conforme as orientações aprovadas pela Anvisa, o Ozivy precisa ser armazenado constantemente entre 2°C e 8°C, requerendo cuidados específicos tanto para sua conservação quanto para seu transporte.

Previous post Rio intensifica luta contra o tabagismo e disponibiliza tratamento gratuito em 240 unidades de saúde no Dia Mundial sem Tabaco
Next post São Paulo investiga possível caso de ebola