Cientista brasileiro enfrenta perseguição ao demonstrar ineficácia da cloroquina contra o coronavírus e assume cargo de destaque na OMS.

O renomado infectologista brasileiro Marcus Lacerda foi nomeado diretor do Programa Especial para Pesquisa e Treinamento em Doenças Tropicais (TDR) da Organização Mundial da Saúde (OMS). Lacerda, que liderou um estudo que comprovou a ineficácia da cloroquina no tratamento da Covid-19 e foi alvo de perseguições, é o segundo pesquisador brasileiro a assumir esse cargo. O primeiro foi o médico e biofísico Carlos Morel.

A trajetória acadêmica de Lacerda inclui graduação em Medicina pela Universidade de Brasília, especialização em Infectologia pela FMT-HVD, no Amazonas, e atuação como professor no Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical da Universidade do Estado do Amazonas e na University of Texas Medical Branch (UTMB), nos Estados Unidos. Além disso, ele é especialista em Saúde Pública da Fiocruz e presidiu a Sociedade Brasileira de Medicina Tropical.

Referência mundial em pesquisas sobre malária e outras doenças tropicais, Lacerda afirmou estar ansioso para contribuir com a Estratégia TDR 2024-2029 e fortalecer a capacidade de países e comunidades. Apesar do reconhecimento internacional, Lacerda sofreu ataques no Brasil por liderar estudos que desmentiram a eficácia da cloroquina no tratamento da Covid-19, incluindo ameaças de morte e perseguições políticas.

O retorno de um pesquisador brasileiro ao comando do TDR da OMS representa um reconhecimento à ciência e aos pesquisadores que enfrentaram hostilidades durante a pandemia, consolidando o papel do Brasil na pesquisa em saúde global e encerrando um ciclo de ataques à ciência.

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