Unimed do Brasil é obrigada a agir rapidamente para garantir continuidade no tratamento oncológico
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ordenou que a Unimed do Brasil implemente ações urgentes em um prazo de 48 horas para garantir o atendimento a pacientes oncológicos atendidos pela rede Oncoclínicas. Essa informação foi revelada pela coluna de Miriam Leitão, no jornal O Globo.
Conforme informações da ANS, foram detectadas irregularidades na disponibilização de medicamentos imprescindíveis para o tratamento do câncer, afetando os beneficiários da Unimed Ferj. A agência reguladora ressaltou que essa situação compromete a continuidade do atendimento e requer uma resposta imediata da operadora.
No ofício encaminhado à cooperativa, a ANS enfatizou que a responsabilidade por manter o atendimento é exclusivamente da operadora de saúde, independentemente das dificuldades enfrentadas com prestadores de serviço. Assim, cabe à Unimed do Brasil assegurar o tratamento dos pacientes, podendo até redirecioná-los para outras unidades especializadas se necessário.
Problemas persistentes
O documento também menciona que a operadora pode ser obrigada a fornecer os medicamentos quimioterápicos diretamente aos pacientes, visando evitar qualquer interrupção nos tratamentos.
A situação envolvendo a Unimed Ferj, a Unimed do Brasil e a Oncoclínicas não é nova. Desde o segundo semestre do ano passado, relatos de pacientes indicam dificuldades no acesso às terapias oncológicas, levando à necessidade de intervenções anteriores por parte da ANS.
No mês de novembro, um protocolo de entendimento foi assinado entre a Unimed Ferj e a Unimed do Brasil, transferindo a gestão da carteira de clientes da federação fluminense para a operadora nacional. No entanto, mesmo após essa medida, os problemas no atendimento continuaram, especialmente no estado do Rio de Janeiro.
Preocupações com a Oncoclínicas
A situação se torna ainda mais preocupante devido ao estado financeiro da Oncoclínicas. Existe uma expectativa no mercado de que a empresa possa buscar recuperação judicial até junho deste ano, conforme reportagens veiculadas pelo Valor Econômico.
Diante desse impasse, a ANS reiterou que quaisquer dificuldades administrativas ou financeiras entre as organizações envolvidas não podem afetar o atendimento aos consumidores. A agência reforçou que é um direito dos beneficiários ter continuidade em seus tratamentos, exigindo que as operadoras de saúde assegurem esse direito integralmente.
