Robô submarino da Petrobras auxiliará nas operações de resgate após colapso de ponte ligando Maranhão e Tocantins.

A Petrobras e a Transpetro mobilizaram um robô subaquático (ROV) e equipes especializadas para auxiliar a força-tarefa coordenada pela Marinha nas buscas por desaparecidos após o desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que liga os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA). O acidente, ocorrido no último domingo (22), deixou nove mortos confirmados, com oito pessoas ainda desaparecidas.

O ROV, usado em inspeção de dutos submarinos, está equipado com câmeras de alta resolução e é operado remotamente. A tecnologia permite alcançar profundidades de 20 a 60 metros, onde as equipes da Marinha realizam as buscas. Além disso, três outros ROVs devem chegar à região nas próximas horas.

A Transpetro também está utilizando um sonar para obter imagens detalhadas do fundo do rio, orientando as equipes de mergulho.

As companhias integram a força-tarefa no município de Estreito, oferecendo apoio técnico especializado, incluindo especialistas em mergulho, análise de risco, contingência e combate à poluição.

Busca suspensa por segurança

Os trabalhos de busca por vítimas na queda da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, na BR-226, entre Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA), foram suspensos nesta sexta-feira (27/12) após o Departamento Nacional de Infraestrutura de Trânsito (DNIT) identificar movimentação na estrutura remanescente da ponte, o que gerou risco de desabamento. A Marinha, responsável pelas buscas, confirmou que pescadores localizaram um corpo a cerca de 6 km do local do acidente, na noite de quinta-feira (26). A previsão é retomar os trabalhos de busca no sábado (28).

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) informou que segue monitorando a qualidade da água no Rio Tocantins e que até o momento, não há risco de contaminação por vazamento dos produtos químicos.

Novos equipamentos chegaram à região, incluindo uma câmara hiperbárica e um sistema de mergulho independente, o que permitirá a continuidade das buscas por períodos mais longos. No entanto, os veículos que permaneceram na ponte ainda não foram retirados devido ao risco de desmoronamento.

O Dnit informou que, por meio de uma força-tarefa, trabalha para intensificar o apoio à população, com a contratação de balsas para a travessia do Rio Tocantins e para acelerar a apuração das causas do acidente. Além disso, duas rotas alternativas foram estabelecidas para permitir o deslocamento entre Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO) enquanto a ponte não for reconstruída.

Rota 1 – Acesso à BR-226/MA: Darcinópolis/TO até Imperatriz/MA (191,0 quilômetros):

TO-134/BR-230 (Darcinópolis/TO – Axixá do Tocantins/TO, 149 quilômetros)

TO-201 (Axixá do Tocantins/TO – Sítio Novo do Tocantins/TO, 15,1 quilômetros)

TO-126 (Sítio Novo do Tocantins/TO – Imperatriz/MA, 26,9 quilômetros) e seguir pela BR-226/MA.

Rota 2 – Acesso à BR-230/TO: Estreito/MA até Imperatriz/MA (125,0 quilômetros):

BR-226/MA: Os usuários devem acessar a rodovia em Estreito/MA até Porto Franco/MA (30,0 quilômetros)

BR-010/MA: De Porto Franco/MA os usuários devem seguir pela BR-010/MA até Imperatriz/MA (100,0 quilômetros) e seguir pela TO- 126.

O acidente

A Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, na BR-226, que conecta os municípios de Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO), desabou na tarde de domingo (22/12), resultando em uma tragédia que mobiliza equipes de resgate. Até o momento, foi confirmada a morte de uma mulher de 25 anos. Um homem, de 36 anos, foi resgatado com vida e levado por populares ao hospital em Estreito. Segundo informações da Polícia Militar do Estado do Tocantins (PMTO), ao menos 12 pessoas seguem desaparecidas após o acidente, incluindo duas crianças.

Governadores de ambos os estados se manifestaram sobre o ocorrido. Carlos Brandão, do Maranhão, lamentou o acidente, confirmou as vítimas e destacou o suporte prestado pelo governo estadual. Já Wanderlei Barbosa, do Tocantins, ressaltou a gravidade da situação, com a queda de veículos e motocicletas no rio, cuja profundidade no local é superior a 50 metros.

O Corpo de Bombeiros do Maranhão e Tocantins, junto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), trabalham nas buscas por desaparecidos. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que o trecho foi totalmente interditado, enquanto equipes técnicas estão a caminho para avaliar as causas do colapso e definir medidas emergenciais.

O vão central da ponte, que tem 533 metros de extensão, foi o que cedeu. Além de comprometer a travessia entre os estados, o desabamento impacta o tráfego na região, forçando motoristas a utilizarem rotas alternativas.

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