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Justiça

Desaparecimento de irmãos no Maranhão ganha novos desdobramentos com possível resgate nos EUA

Desaparecimento de irmãos no Maranhão ganha novos desdobramentos com possível resgate nos EUA

O desaparecimento de Ágatha Isabelly, 6 anos, e Allan Michael, 4 anos, teve novos desdobramentos com a possibilidade de que as crianças tenham saído do Brasil. A Interpol entrou no caso após a descoberta de um menino resgatado nos EUA que se assemelha a Allan.

O desaparecimento de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (8). O caso, que possui ligação com Sorriso (MT), agora conta com a intervenção da Interpol devido à possibilidade de que as crianças tenham saído do Brasil.

A família dos irmãos foi convocada pela Polícia Federal para ajudar na análise de informações sobre crianças que foram encontradas recentemente nos Estados Unidos. O interesse surgiu após a divulgação da imagem de um menino resgatado que possui uma aparência similar à de Allan Michael.

É importante ressaltar que, até a noite de terça-feira (8), não havia confirmação oficial de que o menino encontrado seja Allan, nem de que Ágatha esteja entre os menores localizados no exterior. A investigação está em andamento.

Cooperação da Interpol nas buscas

Conforme informações divulgadas hoje, o Núcleo de Cooperação Internacional fez contato com a advogada Nathaly Moraes, representante da mãe das crianças. A Interpol poderá oferecer apoio internacional para ajudar a localizar os irmãos.

Esse suporte pode incluir troca de informações entre países, identificação dos menores e, caso sejam encontrados fora do Brasil, os procedimentos para repatriação.

Contudo, a entrada da Interpol no caso não implica que Ágatha e Allan tenham sido encontrados nos Estados Unidos; é uma nova estratégia para investigar a possibilidade que surgiu após uma grande operação na Flórida.

A mãe das crianças, Clarice Cardoso, foi chamada para discutir o caso com autoridades em São Luís. Informações da imprensa indicam que ela deve participar de novos procedimentos com a Polícia Federal nesta quarta-feira, 9 de setembro.

Semelhança do menino encontrado nos EUA gera esperança

A expectativa da família aumentou com a divulgação de imagens de uma criança resgatada durante uma operação nos Estados Unidos.

O menino apresenta características físicas semelhantes às de Allan Michael, o que chamou a atenção dos familiares e da equipe jurídica, que buscou informações junto às autoridades brasileiras e ao Consulado-Geral do Brasil em Miami.

No entanto, por enquanto, a semelhança visual é apenas uma pista e não prova que se trata de Allan, já que não há confirmação oficial, documentação ou exame que permita afirmar que o garoto encontrado é o menino desaparecido no Maranhão.

Operação resgata 163 crianças

A nova esperança surgiu após a Operation Statewide Shield, uma grande operação realizada entre os dias 17 e 21 de agosto nos Estados Unidos.

De acordo com o Departamento de Aplicação da Lei da Flórida, o FDLE, foram localizadas 163 crianças e adolescentes desaparecidos, com idades variando de poucos meses a 17 anos.

A operação envolveu órgãos estaduais, locais e federais. Muitos dos menores encontrados estavam em situações de abuso, negligência, exploração ou envolvimento em atividades criminosas.

As ações da operação se estenderam além da Flórida, abrangendo seis outros estados americanos, um território dos EUA e 12 países.

Essa dimensão internacional da operação motivou familiares de crianças desaparecidas no Brasil a solicitar o cruzamento de informações.

Histórico das crianças em Sorriso

O caso tem uma conexão que chama a atenção dos habitantes de Sorriso.

Em 22 de janeiro, foi revelado que Ágatha e Allan já haviam estado em Sorriso. Seguidores enviaram uma fotografia mostrando os irmãos no Lago do Rota, na Zona Leste da cidade.

Na ocasião, a reportagem foi até o local e confirmou que o cenário da imagem correspondia ao ponto turístico de Sorriso, mas não foi possível determinar exatamente quando a foto foi tirada.

A presença das crianças no município despertou ainda mais interesse, uma vez que familiares dos irmãos residem em Sorriso.

Dias depois, em 25 de janeiro, novas informações indicaram que as crianças teriam sido vistas em São Paulo, enquanto diferentes pistas eram investigadas pelas autoridades.

A foto registrada em Sorriso comprova que os irmãos estiveram na cidade antes de desaparecer.

Desaparecimento ocorreu em janeiro

Ágatha Isabelly e Allan Michael desapareceram em 4 de janeiro de 2026, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, Maranhão.

No dia do desaparecimento, os irmãos estavam acompanhados do primo Anderson Kauã, de 8 anos.

Três dias depois, Anderson foi encontrado com vida, debilitado e desorientado, a quilômetros do local onde haviam desaparecido. Já Ágatha e Allan não foram encontrados.

Após deixar o hospital, Anderson voltou à área das buscas com as autoridades e indicou locais pelos quais passou com os primos, incluindo uma cabana abandonada perto do Rio Mearim.

A busca mobilizou centenas de pessoas, incluindo policiais, bombeiros, voluntários, cães farejadores, drones, helicópteros e equipes da Marinha. Equipamentos de sonar também foram utilizados nas buscas no Rio Mearim.

Apesar da enorme mobilização, os irmãos completaram oito meses desaparecidos sem que uma pista definitiva esclarecesse seu paradeiro.

Expectativa sobre novos desdobramentos

A divulgação das imagens de crianças resgatadas nos Estados Unidos e a entrada da Interpol no caso representam importantes novidades na investigação.

A família aguarda que as autoridades realizem o cruzamento de dados e imagens para verificar se há alguma relação entre os menores encontrados no exterior e os irmãos desaparecidos.

A Polícia Federal também está envolvida na análise das informações relacionadas ao caso. Segundo informações, familiares foram convocados para examinar registros das crianças localizadas nos Estados Unidos.

No entanto, ainda persiste a cautela: não há confirmação de que Allan Michael tenha sido encontrado nos Estados Unidos e não se sabe se Ágatha está entre os 163 menores resgatados na operação.

Depois de oito meses sem respostas, a cooperação internacional representa uma nova possibilidade nas buscas.

Para os familiares que residem em Sorriso, assim como para todos que acompanham o caso desde janeiro, a expectativa agora é pela identificação das crianças resgatadas e pelos próximos passos da Polícia Federal e da Interpol.

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