China ganha espaço nas exportações brasileiras, enquanto participação dos EUA diminui

[Foto: Richard Souza / FN]

(function() {
var banners = [
{
img: “https://expressa.tv.br/wp-content/uploads/2026/06/BANNERDNE2026.jpg”,
link: “https://shop.maisfy.com.br/checkout/Pxi2h436/Hk1aiw83/Jypkkgk5”
},
{
img: “https://expressa.tv.br/wp-content/uploads/2026/06/BANNERFILTROCONSUL2026.jpg”,
link: “https://s.shopee.com.br/40eLS3Je4K”
},
{
img: “https://expressa.tv.br/wp-content/uploads/2026/07/bannergraduacao.jpg”,
link: “https://lmdee.link/Vwj7w3UeHOcf”
}
];

var intervalo = 10000; // Intervalo de troca de banners a cada 10 segundos
var indice = 0;

function trocarBanner() {
var banner = banners[indice];
document.getElementById(‘img-banner’).src = banner.img;
document.getElementById(‘link-banner’).href = banner.link;
indice = (indice + 1) % banners.length;
}

trocarBanner();
setInterval(trocarBanner, intervalo);
})();

No primeiro semestre de 2026, a participação dos Estados Unidos nas exportações do Brasil atingiu o menor patamar desde 1997, enquanto a China consolidou-se como o principal parceiro comercial do país. As informações foram publicadas pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), em meio às discussões em Washington sobre uma nova rodada de tarifas para produtos brasileiros.

Entre janeiro e junho deste ano, os Estados Unidos representaram apenas 9,4% das exportações brasileiras, uma diminuição em relação aos 12,1% registrados no mesmo período do ano anterior. Em contrapartida, a participação da China cresceu de 28,9% para impressionantes 31,5%, correspondendo a quase um terço das vendas externas do Brasil.

As exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos totalizaram US$ 17,4 bilhões nos primeiros seis meses de 2026, marcando uma queda de 13% em comparação ao ano anterior. Enquanto isso, as vendas para a China aumentaram em expressivos 21,9% durante o mesmo período.

A redução nas transações comerciais com os Estados Unidos provocou uma queda de 12,8% no fluxo total entre as duas nações, que somou US$ 36,4 bilhões. Segundo a Amcham Brasil, os produtos afetados pelas sobretaxas norte-americanas sofreram uma diminuição de até 20,5% nos últimos doze meses encerrados em junho.

China se torna o principal parceiro comercial em vários estados

Conforme dados da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a China emergiu como o principal parceiro comercial para um total de quatorze estados brasileiros. Há vinte anos atrás, essa situação era oposta, com dezessete estados tendo os Estados Unidos como seu maior destino exportador. Atualmente esse número foi reduzido para seis estados.

Com as mudanças no comércio internacional, muitos exportadores brasileiros começaram a explorar novos mercados. A ApexBrasil revelou que cerca de 72% das empresas apoiadas pela agência conseguiram abrir pelo menos um novo mercado desde que as tarifas norte-americanas foram implementadas.

Produtores brasileiros de frutas passaram a direcionar suas vendas para países como Índia e nações do Sudeste Asiático. Já os exportadores de café notaram um aumento nas remessas para a Europa. A Alemanha substituiu os Estados Unidos como o principal comprador do café brasileiro, segundo informações do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Novas tarifas e investigações nos EUA

Esses dados foram revelados um ano após o anúncio da tarifa de importação de 50% imposta pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros em julho de 2025. O governo norte-americano justificou essa medida citando investigações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em fevereiro deste ano, a Suprema Corte dos EUA anulou as tarifas originais. Posteriormente, Washington instituiu uma tarifa global de apenas 10% baseada em outra fundamentação legal. Contudo, tarifas setoriais que podem chegar até a 50% ainda permanecem sobre aço, alumínio, cobre e automóveis.

Recentemente, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) conduziu audiências públicas relacionadas à proposta de implementação de uma tarifa adicional de até 25% sobre produtos brasileiros.

Esta proposta é resultado de uma investigação fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio de1974 e abrange seis áreas distintas como comércio digital e questões relacionadas ao desmatamento.

Além disso, uma investigação focada em trabalho forçado resultou em uma sugestão para uma tarifa extra de 12,5%, apresentada em junho. As decisões finais ficarão a cargo do presidente Donald Trump com recomendações previstas até o dia15 de julho.

Reações políticas e posicionamentos empresariais

Durante as audiências públicas recentes, Flávio Bolsonaro – senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro – manifestou sua oposição à imposição das novas tarifas e criticou a aproximação do Brasil com a China.

O senador solicitou ao governo dos EUA que abandonasse a proposta da tarifa adicional e quaisquer medidas contra o sistema brasileiro Pix. Ele também sugeriu um mecanismo bilateral para negociações e um acordo comercial que envolvesse países americanos.

Diversas empresas americanas também se pronunciaram contra as novas taxas propostas. A Coca-Cola pediu isenções para insumos brasileiros utilizados na produção da bebida devido à queda na colheita da laranja na Flórida. Por sua vez, a Tesla requisitou que componentes brasileiros usados na fabricação nos EUA fossem isentos das novas tarifas até que haja aumento na oferta interna. A plataforma eBay argumentou que tributar produtos usados prejudicaria revendedores ao invés dos fabricantes alvo da investigação.

O governo brasileiro decidiu não participar ativamente das audiências públicas e enviou apenas representantes da embaixada brasileira nos EUA como observadores. Em resposta formal ao USTR, o ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira afirmou que não foram apresentadas evidências concretas sobre práticas discriminatórias por parte do Brasil.

atOptions = {
‘key’ : ‘f3a33f0b51bf7b6717bd85788c108737’,
‘format’ : ‘iframe’,
‘height’ : 50,
‘width’ :320,
‘params’ : {}
};

Com informações adicionais disponíveis.

O post Participação dos EUA nas exportações brasileiras cai enquanto China amplia sua participação apareceu primeiro em ARTIGO REESCRITO.

Previous post Impostos americanos sobre mercadorias do Brasil impactam exportadores e podem elevar custos para consumidores nos EUA