Anvisa retira do mercado lote de molho de tomate contaminado com pedaços de vidro
Uma fiscalização realizada e divulgada hoje resultou na determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de recolher o lote LM283 do molho de tomate Passata de Pomodoro Di Puglia, da marca Mastromauro Granoro. A ação foi tomada devido à presença de pedaços de vidro no produto, o que representa um risco sério para a segurança alimentar.
Essa decisão faz parte de uma resolução mais abrangente da Anvisa, que inclui diferentes medidas sanitárias. No caso do molho importado, a agência determinou a suspensão da comercialização, distribuição, importação, divulgação e consumo do lote afetado em todo o território nacional.
De acordo com a Anvisa, o recolhimento foi motivado por um alerta emitido pelo sistema europeu RASFF (Sistema de Alerta Rápido para Alimentos e Rações), que indicou um risco elevado associado ao lote enviado ao Brasil. A agência enfatizou que a medida se limita exclusivamente ao lote LM283 e não se estende a outros produtos da mesma marca.
Alerta internacional e risco à saúde
O sistema RASFF é utilizado pelas autoridades sanitárias da União Europeia para comunicar rapidamente riscos associados a alimentos e rações. No caso do molho de tomate, a presença de fragmentos de vidro foi considerada uma ameaça direta à saúde dos consumidores, levando à implementação imediata das medidas de retirada do mercado.
A Anvisa ressaltou que o monitoramento de produtos importados segue padrões internacionais de segurança alimentar e que, diante de alertas desse tipo, o recolhimento é obrigatório para evitar danos à população.
Mesma resolução afeta suplementos alimentares
A resolução publicada também determinou o recolhimento de cinco lotes do suplemento alimentar Neovite Visão, utilizado para a saúde ocular. Os lotes 25G073, S25C004, S25C003, S25C002 e S25G072 tiveram a fabricação, comercialização, importação, divulgação e consumo proibidos.
Segundo a Anvisa, os suplementos foram produzidos com Capsicum annuum L., o fruto da páprica, que não é autorizado como fonte de zeaxantina em suplementos alimentares. Além disso, foi identificada a presença de Caramelo IV em uma quantidade acima do limite permitido pela legislação sanitária.
A empresa responsável comunicou voluntariamente o recolhimento dos lotes, após ser informada das irregularidades identificadas pela agência.
Apreensão de produtos de empresa sem licença
A mesma resolução também determinou a apreensão de dois suplementos fabricados pela empresa Ervas Brasil Indústria: Vitamina C Sucupira com Unha de Gato e Suplemento Alimentar Colesterol.
De acordo com a Anvisa, a empresa não possui Licença Sanitária nem Alvará de Funcionamento. A fiscalização também observou o uso de ingredientes não autorizados e a divulgação irregular, com alegações terapêuticas sem fundamentação científica, o que é proibido pelas normas sanitárias brasileiras.
Orientação ao consumidor
A Anvisa aconselha os consumidores a verificar cuidadosamente os lotes indicados nos rótulos e a não consumir os produtos que estão sujeitos às medidas adotadas. Aqueles que já adquiriram algum dos itens devem entrar em contato com o serviço de atendimento ao consumidor das empresas responsáveis ou com o estabelecimento onde a compra foi feita para receber orientações sobre devolução ou descarte apropriado.
A agência enfatiza que denúncias sobre produtos irregulares podem ser feitas por meio dos canais oficiais, contribuindo para a proteção da saúde pública.
