YouTube retira do ar canal de pastor acusado por golpes contra fiéis

Goiânia – O YouTube retirou do ar o canal do pastor Osório José Lopes, após pedido feito pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). Ele é acusado de aplicar golpes em centenas de fiéis da igreja em Goianésia (GO), a 198 km da capital goiana.

O MP alegou que ele utilizava o canal para atrair novas vítimas do golpe e por isso precisava ser extinto. Agora, ao entrar na página, além de todos os vídeos terem sido retirados do ar, aparece a seguinte mensagem:

Este canal não está disponível em seu país”.

VEJA:

Página do canal do pastor

O pastor responde na Justiça em Goiás pelo crime de estelionato. Ele chegou a ficar preso por 30 dias, no passado, mas foi solto em 2018 e se mudou para São Paulo, onde teria feito novas vítimas.

Conforme a denúncia, ele e outro religioso diziam aos fiéis que haviam ganhado um título no valor de R$ 1 bilhão, mas que precisavam juntar fundos para conseguir recebê-lo. Osório falava que esse dinheiro estava no “Tesouro Mundial” e que desejava dividi-lo, mas que, para isso, precisava de ajuda financeira.

O canal no YouTube era utilizado por ele quase que diariamente para atrair pessoas. Ele fazia os vídeos direto de um condomínio em São Paulo e levava uma vida de luxo, chegando ao ponto de usar um helicóptero para frequentar cultos, no período que esteve em Goiás, segundo a polícia.

Promessas

Reportagem do Fantástico revelou que no domingo (13/3) que, apesar de se dizer pastor, Osório não é ligado a uma igreja específica. Nas redes sociais, ele prometia o retorno financeiro e divisão do fundo bilionário aos fiéis, sempre dizendo que estava próximo disso acontecer.

“Já tem ordens de um governo mundial sobre esse regimento financeiro determinando datas para finalizar. Isso eu estou dizendo e eu posso cair morto nessa mesa”, disse ele em um dos vídeos publicados no YouTube.

m outro, ele explicou como teria ficado rico: “Em 2011, eu orei por um moço, um milionário do Brasil. Sabe o que é dinheiro? Não é um milhão, dois. É bilionário”. O autodenominado pastor disse que, em troca, teria recebido títulos que valeriam muito dinheiro.

Ele chegou a prometer para uma das vítimas, que é empresário em São Paulo, um retorno financeiro de R$ 2 quatrilhões. Segundo a investigação, isso é demonstrado em documento com o nome dele. O valor, no entanto, supera a fortuna das 10 pessoas mais ricas do mundo, conforme a lista da Forbes.

Posicionamento

Em liberdade, o pastor respondeu às acusações em vídeo publicado nas redes sociais. Ele chamou os crimes imputados a ele de “coisas erradas” e atribuiu a responsabilidade a outras pessoas.

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