Torneio de Robótica reúne estudantes maranhenses no SESI Araçagi

Estudantes de escolas públicas e particulares de São Luís, Imperatriz e Bacabal participam, a partir desta sexta-feira (8), da 2ª edição do Torneio Regional de Robótica FIRST LEGO League Challenge (FLL). O evento segue até o sábado (9), na Unidade de Promoção da Saúde do SESI Araçagi, em São José de Ribamar, e neste último dia será aberto ao público.

Tendo como tema Cargo Connect, a temporada 2021/2022 da FLL vai desafiar 24 equipes, formadas por mais de 250 estudantes de 9 e 16 anos, a pensarem em soluções viáveis para o futuro do transporte de cargas e logística no Brasil. 

Aplicando conceitos das áreas STEAM (Science, Technology, Engineering, Arts and Math), os participantes devem construir e programar robôs para completar missões pré-definidas dentro da arena de competições. As três equipes melhores colocadas garantem vaga para a Etapa Nacional – Festival SESI de Robótica, programada para o final de maio, na Bienal de São Paulo (SP).   

“Este é um programa internacional de robótica, que estimula e desafia os estudantes a buscarem soluções para problemas da sociedade moderna. Além disso, os alunos desenvolvem diversas habilidades comportamentais como trabalho em equipe e liderança, criam seus projetos de inovação, constroem robôs e aprendem sobre programação, de forma divertida e na prática”, explica a coordenadora de educação do SESI-MA, Vanda Marli.   

“Nos últimos anos foram solicitadas soluções para problemas impulsionados pela pandemia. O intuito é promover ambientes de inovação com crianças. Acreditamos no potencial delas, que vivem uma geração totalmente diferente”, pontua o superintendente do SESI-MA, Diogo Lima que destacou que os estudantes são incentivados a pensar “fora da caixinha”. “Pensar em inovação não é algo totalmente novo. É sobre melhorar o que já existe, pensar em um problema real, fazer um projeto com foco em uma solução”, completa Diogo Lima. Além de equipes de São Luís, do SESI e do IEMA, o evento conta também com equipes de outras cidades do estado como Imperatriz e Bacabal.   

Como funciona a FLL?

Os jovens, orientados por dois técnicos adultos, precisam trabalhar em sintonia tendo como base valores como respeito, ganho mútuo e competição amigável. Seguindo regras feitas especificamente para a temporada, eles constroem robôs baseados na tecnologia LEGO Mindstorm, que devem ser programados para cumprir uma série de missões.  Para participar, os times devem ter de dois a dez integrantes, que podem estar associados a uma escola (pública ou particular), um clube, uma organização ou simplesmente ser formado por um grupo de amigos.    

A temática da temporada deste ano também está alinhada ao nono objetivo de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas (ONU), que busca construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação, temática que também será trabalhada na Expo Indústria Maranhão, em maio.  

Na disputa, os competidores serão avaliados em quatro quesitos: projeto de inovação, desafio do robô (cumprimento de missões pelo robô de Lego), design do robô e core values (valores fundamentais e trabalho em equipe), além de premiar o Técnico Mentor. As equipes precisam desenvolver e programar um robô autônomo para executar missões em uma arena com o tema da temporada, encontrar e desenvolver uma solução inovadora para um problema do mundo real dentro da temática, e estar norteadas por valores fundamentais.  

No primeiro dia, ocorrerá a cerimônia de abertura quando os estudantes vão apresentar o projeto de inovação. No sábado, as competições serão presenciais, no SESI Araçagi, com batalhas de robôs, a partir das 8h30. Em todo o país, serão realizados torneios em 15 unidades da Federação.   

Expectativa

A aluna Beatriz Sampaio Sousa,12, do 7° ano da Escola SESI Imperatriz conta que este será o primeiro torneio do qual participa. Ela faz parte da equipe Robotic’s Angels, que levará para o torneio muita garra e determinação. “Espero fazer novos amigos e ter bons resultados para representar Imperatriz e o Maranhão na etapa nacional. Trabalhamos muito para participar desse torneio”, relata a aluna que embarca no próximo dia 7 com toda a equipe para São Luís.  

O professor de Robótica do SESI-MA, Moisés Costa, diz que o torneio vai além da programação e robótica. “Os alunos são de diferentes idades, e desde os mais novos aos mais velhos começam a adquirir habilidades com o torneio, que vão colocar em prática quando adultos”, pontua. Um dos desafios para os técnicos que acompanham os jovens, segundo Moises, é o cuidado em não interferir além do necessário. “O objetivo é que eles sejam os mais autônomos possíveis, que atuem como protagonistas. E isso faz com que eles criem senso de responsabilidade, dividam tarefas. Dá uma maturidade que não vai ser encontrada só na sala de aula. É incrível ver o crescimento e o que sai da cabeça deles, as ideias que surgem”, completa.  

F1

A etapa regional do Maranhão do Torneio SESI de Robótica também contará com a apresentação dos alunos do Projeto F1 Schools, que envolve estudantes de São Luís e de Imperatriz. O F1 in Schools desafia estudantes de 9 a 19 anos a criarem empresas para competir em uma pista de corrida em miniatura. A competição é realizada há alguns anos no Brasil e desafia os alunos a projetarem uma empresa e um protótipo de carro da Fórmula 1, além de vivenciar, durante a prova, toda a experiência de uma corrida. As escuderias têm como desafio construir um carro em miniatura, criar um logotipo, divulgar na mídia, conseguir patrocínios e parceiras e desenvolver projetos sociais.    

As escuderias maranhenses vencedoras no Torneio Regional, vão disputar o campeonato com 31 times, compostas por 160 estudantes da rede SESI de 17 estados brasileiros. Para o Torneio Regional, Maranhão será representado pelas equipes Pugnator, Spartacus e Ragnar, da Escola SESI São Luís, e Grafeno e Sparrows, da Escola SESI de Imperatriz.     

Cada membro tem uma função com o objetivo de ajudar a equipe e todos devem colaborar. Na parte técnica, que é projetar um minicarro, os estudantes precisam aprender a usar um software que é o Fusion 360. Esse carro vai participar de uma corrida numa pista de 20 metros, impulsionados por um cilindro de CO² e podem chegar a 80 km/h em menos de um segundo, conforme o recorde mundial. Os alunos precisaram, ainda, criar sua própria marca, com logotipo, e precisam ter também um plano de negócios para divulgar o produto.    

O campeonato, que faz parte de um projeto internacional realizado pela própria Fórmula 1, reproduz desafios profissionais envolvidos em uma corrida de carros do início ao fim, desde a criação da escuderia até o enfrentamento nas pistas.   

Programação

Ir além da programação, dos projetos de inovação, crescer e amadurecer, é uma realidade que é vivida pelos estudantes que participam do torneio. Disciplina, foco, organização, doação. Estes são alguns dos valores que, segundo Moises, podem ser aprendidos por meio do trabalho na robótica. “Alguns membros da equipe estão entrando pela primeira vez na robótica, e poder passar os conhecimentos, conversar, interagir, foi algo fácil e superinteressante”, defende.  

Veja a programação completa:  

Dia: 08/04 (só para público interno) 

14h – Check-in das equipes   

14:30h – Reunião de Técnicos  

15h – Cerimônia de Abertura 

16h – Rounds Treino 

17:30 – Confraternização das equipes participantes 

Dia: 09/04 (com a presença do público externo) 

8h – Check-in das equipes   

9h – Visita aos Pits 

10h – Avaliação nas salas, Rounds treino e Rounds oficiais   

12h – Intervalo para o almoço 

13h – Avaliação nas salas, Rounds treino e Rounds oficiais 

19h – Cerimônia de Premiação 

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