Covid: Moderna vai pedir aval para uso da vacina no Brasil em bebês

O laboratório Zodiac, representante da Moderna no Brasil, pretende solicitar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a autorização de uso definitivo da vacina contra Covid-19 produzida pela farmacêutica norte-americana, de acordo com informações publicadas pelo jornal O Globo nesta segunda-feira (2/5).

O imunizante desenvolvido pela empresa pode ser administrado em pacientes com idade acima de 6 meses – o que incluiria bebês e crianças abaixo de 5 anos, públicos para os quais ainda não há fórmulas aprovadas.

Até o momento, o Brasil autorizou a aplicação de vacinas fabricadas pelas parceiras Oxford/AstraZeneca, Pfizer/BioNTech, Sinovac/Instituto Butantan (Coronavac) e Janssen. Apenas os imunizantes da Pfizer e Coronavac podem ser aplicados em crianças – a primeira fórmula destina-se a meninos e meninas com idade a partir de 5 anos, e a segunda pode ser administrada na população com 6 anos ou mais.

A Zodiac e a Anvisa reuniram-se em 11 de abril, a fim de iniciar as tratativas para aprovação de uso da fórmula. A expectativa é que a farmacêutica formalize o pedido ainda no primeiro semestre deste ano e, em seguida, comece as negociações para a venda das vacinas ao Ministério da Saúde.


O imunizante deve ser aplicado em duas doses, com intervalo de 28 dias. A quantidade presente em cada dose varia de acordo com a faixa etária

Autorização nos EUA

A vacina da Moderna tem aprovação da Food and Drug Administration (FDA), agência de medicamentos americana equivalente à Anvisa, para uso em adultos com 18 anos ou mais.

A empresa pediu, na última quinta-feira (28/4), a autorização de uso emergencial do fármaco para administração também em crianças menores de 6 anos. Um painel de especialistas da agência norte-americana se reunirá em junho para analisar a solicitação e os dados dos estudos clínicos da vacina.

“O perfil de segurança que vimos nessa vacina para aplicação em crianças muito jovens é muito reconfortante – taxas reais de eventos de segurança ainda mais baixas do que vimos nas crianças de 6 a 12 anos, e isso é ótimo”, disse o diretor médico da Moderna, Paul Burton, em entrevista ao Face the Nation, da CBS, no domingo (1º/5). (Com informações da Agência Reuters)

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