Menu

Buscar notícias

O que você procura?

Digite um assunto e pressione Enter para buscar no site.

← Página inicial

Novidades

Quantidade de autônomos registrados sobe para segundo maior nível da história

Quantidade de autônomos registrados sobe para segundo maior nível da história

Dados da Pnad Contínua mostram avanço na formalização de empregadores e trabalhadores por conta própria, com o segundo maior índice desde o início da série. O post Número de trabalhadores com CNPJ tem segunda maior marca da série histórica apareceu primeiro em GazetaExpressa.com.br.

O número de empregadores e trabalhadores por conta própria com registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) avançou em 2024, segundo dados da Pnad Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quarta-feira (19/11). Do total de 29,8 milhões de pessoas nessas categorias, 10 milhões estavam formalizadas, o que corresponde a 33,6% — alta de 3,5% em relação a 2023 e de 77,4% frente a 2012. O resultado representa o segundo maior contingente e o segundo maior percentual da série histórica.

A formalização cresceu, mas de forma distinta entre os grupos. Entre os trabalhadores por conta própria, 25,7% tinham CNPJ. Entre os empregadores, o índice chegou a 80%, apesar de leve queda de 0,9 ponto percentual em relação ao ano anterior. O IBGE destaca que o país tinha 25,5 milhões de trabalhadores por conta própria em 2024, número seis vezes maior que o total de empregadores, estimado em 4,3 milhões.

De acordo com a análise do instituto, a necessidade de contratação, emissão de notas fiscais e cumprimento de exigências legais faz com que empregadores apresentem maior taxa de formalização. Já entre trabalhadores autônomos, o avanço ocorre de forma gradual e relacionado ao uso crescente de meios digitais de pagamento e serviços bancários, que exigem maior regularização.

Escolaridade influencia taxa de registro

De acordo com os dados, a cobertura do CNPJ aumenta conforme o nível de instrução. Entre os trabalhadores por conta própria, apenas 11% dos que não tinham instrução ou tinham fundamental incompleto estavam registrados, enquanto o índice atingiu 48,4% entre os que concluíram o ensino superior. Entre os empregadores, a formalização variou de 51,9% para os menos escolarizados a 90,2% para aqueles com nível superior.

Diferenças por gênero

O estudo também aponta desigualdades entre homens e mulheres. Entre empregadores, 84,4% das mulheres tinham CNPJ, frente a 78,1% dos homens. No grupo de trabalhadores por conta própria, 27,8% das mulheres estavam formalizadas, contra 24,6% dos homens.

Comércio e Serviços lideram formalização

Comércio e Serviços concentraram a maior parte dos trabalhadores dessas categorias, com 21,5% e 44,5%, respectivamente. Esses setores também registraram as maiores taxas de CNPJ: 47,2% no Comércio e 38,2% nos Serviços. A indústria, responsável por 8,4% dos ocupados, apresentou cobertura de 32,4%. Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura tiveram o menor índice, de 9,2%.

A construção foi o setor com maior crescimento no número de trabalhadores formalizados: mais 70 mil registros em 2024 em comparação a 2023. Desde 2012, o segmento ampliou em 210% o contingente com CNPJ, passando de 250 mil para 775 mil profissionais.

Regiões Norte e Nordeste têm menor formalização

A distribuição regional mostra forte desigualdade. Em 2024, Norte (14,8%) e Nordeste (19,2%) tiveram as menores proporções de trabalhadores com CNPJ. No Sul, a taxa foi de 45,2%, a maior entre as regiões. Centro-Oeste registrou 40,3%, e o Sudeste, 39,8%. A única retração em relação ao ano anterior ocorreu no Norte.

Baixa adesão a cooperativas

Entre os 29,8 milhões de trabalhadores analisados, apenas 4,3% eram associados a cooperativas, o menor índice da série histórica. O Sul liderou com 8,2%, seguido pelo Norte (5,7%). Sudeste (3,1%), Nordeste (3,5%) e Centro-Oeste (3,7%) ficaram abaixo da média nacional.

Maioria trabalha em estabelecimento próprio

O levantamento também mostra que 59,4% dos trabalhadores dessas categorias atuavam em estabelecimentos do próprio empreendimento, totalizando 49,9 milhões de pessoas. O trabalho em domicílio caiu para 7,9% após atingir 8,4% em 2022. Outros 14,2% exerciam suas atividades em locais designados por empregadores ou clientes; 8,6% trabalhavam em propriedades rurais; 4,9% em veículos automotores; e 2,2% em vias ou áreas públicas.

*Com informações de IBGE

O post Número de trabalhadores com CNPJ tem segunda maior marca da série histórica apareceu primeiro em GazetaExpressa.com.br.

Tópicos relacionados

Últimas notícias