SP pode utilizar leitos de UTI da rede privada por causa do coronavírus

O governo de São Paulo não descarta a possibilidade de usar leitos da rede particular de hospitais para combater o novo coronavírus no Estado. Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira, o secretário da Saúde, José Henrique Germann, afirmou que o governo já está conversando sobre uma parceria com a rede privada.

A possibilidade foi levantada depois de a secretaria revelar que os principais hospitais públicos da cidade e da Região Metropolitana de São Paulo estão com cerca de 80% dos leitos ocupados.

Na quarta-feira, por exemplo, o Instituto Emílio Ribas chegou a registrar 100% de lotação em seus leitos de UTI. De acordo com o último boletim divulgado pela secretaria da Saúde do Estado, a ocupação, agora, varia de 90% a 93% nos leitos de UTI e de 30% a 82% nas camas de enfermaria.

José Henrique Germann destacou, no entanto, que a Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde, conhecida como CROSS, já está remanejando os pacientes entre hospitais quando necessário.

O governo de São Paulo também anunciou que vai transformar o AME Barradas, em Heliópolis, na Zona Sul da capital, em um hospital de campanha para atender pacientes com coronavírus durante a pandemia da doença.

O local, que atualmente faz pequenas cirurgias eletivas e exames, deve estar adaptado em até 15 dias e terá 170 leitos, sendo que 30 deles serão de UTI.

Sobre os testes de Covid-19, a secretaria da Saúde do Estado afirma que 21.958 ainda estão parados aguardando análise, mas que, desde o dia primeiro de março, 17,5 mil exames foram realizados.

*Com informações da repórter Beatriz Manfredini

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